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22.9.11

Esta já não se recupera só com carpinteiros



Em 1545, a Irmandade de São José construiu um templo dedicado ao seu padroeiro.   A "Igreja de São José entre Hortas" perdeu a sua fachada com o terramoto de 1755 e foi reedificada dois anos mais tarde, mantendo a estrutura seiscentista de planta rectangular e designando-se já por "Igreja de São José dos Carpinteiros".


O portal é encimado por um medalhão com a imagem de São José, ladeado por dois escudos de onde pendem os símbolos dos carpinteiros, à direita, e dos pedreiros, à esquerda.



No interior, a nave é coberta por uma abóbada com a imagem de São José e o Anjo. As paredes são decoradas até meia altura por painéis de azulejos setecentistas com cenas da vida de São José.   A capela-mor tem ao centro o retábulo de mármore (séc.19) com trono policromo.









Insígnias da Irmandade e Confraria de São José, representando as ferramentas de pedreiro e de carpinteiro (ofícios da Confraria).


A igreja possuía ainda um presépio em terracota atribuído à escola de Machado de Castro (séc.18), que ninguém sabe onde está.   Durante as investidas anti-clericais da I República escondeu-se numa parede uma imagem de Santo Onofre, a qual também ainda não foi encontrada.
Na torre sineira subsistem os sete sinos originais, assinados e datados (1860), todos com a imagem de São José.




A Casa dos Vinte e Quatro funcionou na Irmandade de São José a seguir ao incêndio do Hospital Real de Todos-os-Santos em 1750. A sua origem remonta ao reinado de D. João I, agradecido pelo apoio das corporações à sua causa durante a crise de 1383-85. Por carta régia de 1384 determinou-se que dois representantes de cada mester tivessem assento na Câmara de Lisboa, com direito de intervenção nas deliberações municipais.


Porta da Casa dos Vinte e Quatro, na Rua da Fé.




 Os porta-estandartes da Casa dos Vinte e Quatro.


A Casa da Confraria, anexa à igreja, é um compartimento rectangular com tecto plano (pintura ornamental polícroma do séc.18) e paredes com curiosos azulejos de composição narrativa (início do séc.18). A mesa da Casa dos Vinte e Quatro é talhada em madeira exótica do séc.17, com 24 lugares e 24 gavetas.











A igreja está em ruína acelerada, mau-grado o esforço do Grupo de Amigos, que desenvolve múltiplas iniciativas para a recuperar.
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