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12.2.12

É mesmo ao lado do urinol...

(álbum + bibl.)
Rua do Chão da Feira (Portas do Castelo de São Jorge), ao lado do Palácio Belmonte

Da extensa bibliografia do Palácio Belmonte, vale a pena salientar alguns pontos da sua longa História:
1449 - edificação de uma residência em terrenos de que era proprietário Brás Afonso Correia, corregedor de Lisboa.
Séc. 17, início - um descendente do corregedor confere à antiga residência o aspecto apalaçado que ainda hoje ostenta.
1684 -
Pedro de Figueiredo Alarcão, descendente do fundador, adquire algumas casas e hortas contíguas ao palácio no denominado Pátio de Baixo, também designado por Pátio de D. Fradique por ter pertencido a D. Fradique Manuel, bispo de Ceuta e capelão-mor de D. Afonso V.
Séc. 18, meados - a residência é herdada pelo filho do conde da Ribeira Grande e alcaide-mor de Belmonte.
1805 - D. Vasco Manuel de Figueiredo Cabral da Câmara (proprietário do Palácio do Pátio de D. Fradique) é feito 1º Conde de Belmonte.
1930 - o Palácio é ainda habitado pela Condessa de Belmonte, que aí reside com 3 filhas.
1952 - o Grupo Recreativo Esperança no Futuro tem sede na Praceta de D. Fradique.
1996 - aquisição da propriedade por uma S.A. que pretende restaurar e transformar o existente (8 unidades de habitação unifamiliar, 2 armazéns, 1 tipografia) numa unidade hoteleira.
2000 - galardoado, em Londres com o RICS Awards 2000, patrocinado pelo príncipe de Gales.




Adossado à Alcáçova do Castelo, a construção do edifício absorveu uma torre de secção quadrada, as fundações de uma torre romana que estabelece a ligação entre a Alcáçova e a Cerca Moura, e uma torre de secção pentagonal.
O edifício, de volumetria escalonada, tem 6 pisos, mas o piso 6 corresponde apenas ao topo da torre romana.
A entrada principal faz-se pelo pátio, estando o corpo principal do edifício encostado à muralha da Alcáçova. Tem um portal seiscentista com uma janela, ladeada de volutas e pináculos. Por cima da janela destaca-se o brasão dos Figueiredo. 
A fachada poente é construída sobre a Cerca Velha; uma passagem abobadada liga o Pátio de Cima ao Pátio de Baixo. A fachada virada para o rio e para o Pátio de Baixo evidencia as sobreposições e acrescentamentos a que o edifício foi submetido ao longo dos séculos; notam-se nitidamente os seis pisos que constituem o edifício, destacando-se o amplo terraço do piso 2 (andar nobre).



A mini-laranjeira que dá micro-laranjas // A núvem de palha-de-aço: "Leila" por Maria Pia Oliveira.

Brasão dos Figueiredo
Ligação entre o Pátio de Cima e o Pátio de Baixo.


No Pátio de Baixo (Pátio de D. Fradique)

Jardim do Palácio, jardim do Hotel.








A suite principal do Hotel.
O decoro não permite dizer aqui quanto custa a diária na suite principal, que ocupa a antiga torre romana.
Mas pode-se, pelo menos, falar nas vistas da varanda. A Igreja de São Vicente...

... a torre pentagonal, a Cerca Moura...
... as Portas do Sol, a Igreja de Santo Estevão...
... e as antigas edificações do Pátio de D. Fradique.
Um dia que o pátio vá para obras acaba-se o sossego na suite de luxo e no Hotel. O mais provável é que acabe o negócio também...
Mas as ruínas foram arranjadas e iluminadas, nem se pode dizer que estejam *muito* mal...







Um grafiteiro que sabe do que gosta: neste caso, uma célebre foto de Dorothea Lange ("Migrant Mother", 1936).
Vale a pena ler aqui a história fascinante desta imagem.
Porta Sul do Pátio de D. Fradique.

Na Rua dos Cegos ("quem tem um olho é Rei").

1 comment:

Anonymous said...

Belos trabalhos fotográficos! Muitos parabéns

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ESPERO QUE ESTEJAM A GOSTAR !!