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19.3.12

Parque Mayer: "galeria de arte" ?

Depois de ter sido o jardim do Palácio Lima Mayer e o palco privilegiado do Teatro Popular durante mais de 50 anos, o Parque Mayer foi derrotado pela mudança do regime político (que tornou injustificado o hábil uso da contestação subentendida) e pelo advento da televisão (que massificou e vulgarizou o acesso do Povo ao teatro ligeiro).
 

De encontrão em encontrão, só um dos Teatros ainda se mantém (o Maria Vitória, logo o mais antigo de todos). Os outros foram fechando, levando consigo os Guarda-Roupas, os Restaurantes, os Bares.
 

Com tanto espaço disponível, o Parque Mayer assume a sua nova vocação de Parque... Auto. Felizmente, alguém terá decidido restituir alguma dignidade ao espaço, nem que fosse para agradar aos olhos dos motoristas. Grandes áreas de parede nua foram revestidas com tela e pintadas por artistas comissionados. O espaço que sobrou foi tomado de assalto por diversos artistas de parede, que felizmente demonstram algum mérito e um razoável respeito pelo trabalho dos outros. 
O resultado é agradável à vista, enquanto o Parque Mayer não encontra melhor sorte.

Grande mural da autoria de Nuno Saraiva





Mural de António Jorge Gonçalves



Imensa obra colectiva.
Para ver este mural de modo adequado, descarregar a imagem (6800x770 pix) e visioná-la em pleno écran, deslocando a panorâmica para ambos os lados.



O cantinho dos pintores de paredes. Arte Menor. 




Uma boa imagem para caracterizar o actual estado do Teatro de Revista.

Parque Mayer: de pior a péssimo

O Parque Mayer está implantado no espaço que era o dos jardins do Palácio Mayer (Prémio Valmor 1902, actual Consulado-Geral de Espanha). Em 1920 o recinto foi vendido a Luís Galhardo, que sonhava criar aqui um espaço dedicado ao divertimento. Na sua inauguração em 15 de Junho de 1922, logo aqui foi criado um Teatro com o nome da actriz e fadista Maria Vitória, recentemente falecida. Em 1926 abriu o Teatro Variedades e em 1931 foi inaugurado o Capitólio. Já em 1956, era criado o novo Teatro ABC, no espaço que fora do "Alhambra" e parte do "Pavilhão Português".
Para além dos Teatros de Revista, o Parque Mayer foi dotado de Restaurantes, Carrosséis, Esplanadas, Pavilhões, Casas de Fado, Barracas de Tiro, etc.
Aí se exibiram as tradicionais Revistas mas também Cinema, Luta Livre e Boxe. Era um local de boémia por excelência, onde tanto acorria o povo folião como a elite política ou os intelectuais de Lisboa.
Actualmente em adiantado estado de degradação, o Parque Mayer anda ao sabor dos desmandos da política, do oportunismo empresarial e da incúria. Há meia dúzia de anos, a edilidade contratou o conceituado arquitecto Frank Gehry para projectar o novo Parque Mayer. O projecto foi feito e pago (2.5 milhões de euros) para logo de seguida ser metido na gaveta.
Apenas o Teatro Maria Vitória (o primeiro a abrir) se mantém em funcionamento.











Parque Mayer: mais Alfacinha é difícil

Sobre o Parque Mayer há muito a dizer. Noutro local dir-se-á. Aqui só há lugares vagos para a Memória, a História e a Glória.

Painéis evocativos de velhas glórias do Teatro de Revista. Réplicas dos catálogos e programas originais.
 1915 // 1922

1925 // 1927

1929 // 1932
1935 // 1936
1937 // 1938
1954
1958 // 1959
1961
1964 // 1966

1967 // 1969

1969 // 1972

1972 // 1973
1973 // 1974
 
1977
1977
1981
1990 // 2000
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ESPERO QUE ESTEJAM A GOSTAR !!