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12.11.17

Madre de Deus, parte II: sete freiras afortunadas


Em 1508, o Papa Júlio II autorizou a Raínha D. Leonor a construir uma Igreja-Convento da Madre de Deus e a levar para aí sete religiosas provenientes do Convento de Jesus, em Setúbal.
A Igreja-Convento começou a construir-se em 1509, estando finalizada em 1522.
Em 1525, tinha 42 freiras, 4 veleiras, 2 frades (padre e sacristão) e 12 criados. Nesta data morre a Rainha D. Leonor, por seu desejo sepultada em campa rasa sob o degrau de uma das portas de acesso ao claustro.
Não se consegue entrar no claustro sem pisar a pobre Senhora...

o Claustro

o Claustrim
a fonte de "água santa"








invulgares azulejos de escada com perspectiva corrigida
tecto de alfarge numa sala original, dita "Capela Árabe" ou "de D. Leonor"

O fabuloso "Panorama de Jerusalém", pessimamente colocado (é impossível vê-lo na totalidade sem reflexos).
O "Panorama de Jerusalém" (ou "Paixão de Cristo segundo Simão Pedro") é uma pintura a óleo sobre madeira, de autor desconhecido da Escola Flamenga, datado de 1510. Fazendo lembrar cenas de alguns quadros de Pieter Brueghel o Velho, esta pintura poderá ter sido incluída na oferta do Imperador Maximiliano I à Raínha D. Leonor, sua prima.
A Raínha está supostamente representada numa figura vestida de negro no canto inferior esquerdo, a qual foi pintada posteriormente.



Os emblemas de D. João II e D. Leonor, "a Princesa mais rica da Europa"

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