Mais de 7000 imagens de Lisboa, agrupadas neste blogue.
Imagens soltas e outras coisas mais, na Página do Facebook.
Showing posts with label Castelo (freguesia). Show all posts
Showing posts with label Castelo (freguesia). Show all posts

22.11.14

Já foi ninho de águias...

... mas agora é apenas "The Keep".
E já foi Pensão... mas agora é Hostel.
A "Pensão Ninho das Águias" mudou de nome, mas a vista continua deslumbrante.



















8.11.12

Ah, Pascácia! Se tu soubesses...


O pequeno Pátio da Pascácia é um dos pátios mais conhecidos de Lisboa, com uma origem longínqua e indefinida. Do palacete original do séc. 17, pouco se sabe. Quanto à Pascácia, no Bairro do Castelo apenas se recordam que era uma parteira famosa de outros tempos.
Mas todos se lembram muito bem do outro nome do pátio: Pátio da Sociedade. E lembram-se da permanente actividade que o animava: arraiais dos Santos Populares, Serões de Fado onde mais de uma vez apareceu Kruz Abecassis (à época Presidente da Câmara), jantaradas, reuniões do Clube. Tudo isso organizado pelo Grupo Excursionista do Castelo, que ocupava o 1º andar do Palacete da Pascácia.



O Pátio da Pascácia no "tempo da outra Senhora":


Um dia, apareceu por lá o senhorio (isto é, um funcionário da Câmara Municipal de Lisboa). "Vamos ter de libertar tudo isto temporariamente, o prédio vai para obras". Realojaram-se os inquilinos, moveu-se todo o património do Clube para um armazém (apenas ficou o cofre embutido) e fechou-se a porta do Pátio. "Isto vai ser rápido", disseram. "É coisa para seis meses".
Já lá vão 16 anos.
Entretanto, sol, vento e chuva foram-se encarregando de degradar o que "ia para obras". Os antigos inquilinos foram refazendo a sua vida. E o Grupo Excursionista do Castelo, sem instalações, viu o património armazenado degradar-se e o número de associados diminuir de mais de cem para um punhado deles. Morreram uns, desinteressaram-se outros, filiaram-se nenhuns.
O Sr. António Ferreira Gaspar, o "António Bombeiro" por força da sua antiga profissão, era na altura e é ainda hoje o dedicado Presidente do
Grupo Excursionista do Castelo, apesar dos seus orgulhosos 86 anos. Com uma simpatia inexcedível, o Sr. António deu-se ao trabalho de sair de sua casa para vir abrir o portão do pátio e contar a sua história.


Era a entrada para o Grupo Excursionista do Castelo
Era o Pátio da Pascácia / Pátio da Sociedade.
O Sr. "António Bombeiro" no seu Pátio.




É bem provável que o mal já não tenha remissão. Que o Pátio da Pascácia nunca mais volte a sê-lo. Que o Pátio da Sociedade nunca mais tenha Serões de Fado. Mas a memória das boas gentes do Castelo encarregar-se-á de impedir que tudo caia no esquecimento.
Ainda assim, "enquanto há vida há esperança". Num documento bem recente (2009) ainda se declara que "o Palacete/Pátio da Pascácia terá salas multiusos para os fins recreativos e culturais do Grupo Excursionista do Castelo, bem como um restaurante e uma esplanada".

E que bem ficaria...

12.2.12

É mesmo ao lado do urinol...

(álbum + bibl.)
Rua do Chão da Feira (Portas do Castelo de São Jorge), ao lado do Palácio Belmonte

Da extensa bibliografia do Palácio Belmonte, vale a pena salientar alguns pontos da sua longa História:
1449 - edificação de uma residência em terrenos de que era proprietário Brás Afonso Correia, corregedor de Lisboa.
Séc. 17, início - um descendente do corregedor confere à antiga residência o aspecto apalaçado que ainda hoje ostenta.
1684 -
Pedro de Figueiredo Alarcão, descendente do fundador, adquire algumas casas e hortas contíguas ao palácio no denominado Pátio de Baixo, também designado por Pátio de D. Fradique por ter pertencido a D. Fradique Manuel, bispo de Ceuta e capelão-mor de D. Afonso V.
Séc. 18, meados - a residência é herdada pelo filho do conde da Ribeira Grande e alcaide-mor de Belmonte.
1805 - D. Vasco Manuel de Figueiredo Cabral da Câmara (proprietário do Palácio do Pátio de D. Fradique) é feito 1º Conde de Belmonte.
1930 - o Palácio é ainda habitado pela Condessa de Belmonte, que aí reside com 3 filhas.
1952 - o Grupo Recreativo Esperança no Futuro tem sede na Praceta de D. Fradique.
1996 - aquisição da propriedade por uma S.A. que pretende restaurar e transformar o existente (8 unidades de habitação unifamiliar, 2 armazéns, 1 tipografia) numa unidade hoteleira.
2000 - galardoado, em Londres com o RICS Awards 2000, patrocinado pelo príncipe de Gales.




Adossado à Alcáçova do Castelo, a construção do edifício absorveu uma torre de secção quadrada, as fundações de uma torre romana que estabelece a ligação entre a Alcáçova e a Cerca Moura, e uma torre de secção pentagonal.
O edifício, de volumetria escalonada, tem 6 pisos, mas o piso 6 corresponde apenas ao topo da torre romana.
A entrada principal faz-se pelo pátio, estando o corpo principal do edifício encostado à muralha da Alcáçova. Tem um portal seiscentista com uma janela, ladeada de volutas e pináculos. Por cima da janela destaca-se o brasão dos Figueiredo. 
A fachada poente é construída sobre a Cerca Velha; uma passagem abobadada liga o Pátio de Cima ao Pátio de Baixo. A fachada virada para o rio e para o Pátio de Baixo evidencia as sobreposições e acrescentamentos a que o edifício foi submetido ao longo dos séculos; notam-se nitidamente os seis pisos que constituem o edifício, destacando-se o amplo terraço do piso 2 (andar nobre).



A mini-laranjeira que dá micro-laranjas // A núvem de palha-de-aço: "Leila" por Maria Pia Oliveira.

Brasão dos Figueiredo
Ligação entre o Pátio de Cima e o Pátio de Baixo.


No Pátio de Baixo (Pátio de D. Fradique)

Jardim do Palácio, jardim do Hotel.








A suite principal do Hotel.
O decoro não permite dizer aqui quanto custa a diária na suite principal, que ocupa a antiga torre romana.
Mas pode-se, pelo menos, falar nas vistas da varanda. A Igreja de São Vicente...

... a torre pentagonal, a Cerca Moura...
... as Portas do Sol, a Igreja de Santo Estevão...
... e as antigas edificações do Pátio de D. Fradique.
Um dia que o pátio vá para obras acaba-se o sossego na suite de luxo e no Hotel. O mais provável é que acabe o negócio também...
Mas as ruínas foram arranjadas e iluminadas, nem se pode dizer que estejam *muito* mal...







Um grafiteiro que sabe do que gosta: neste caso, uma célebre foto de Dorothea Lange ("Migrant Mother", 1936).
Vale a pena ler aqui a história fascinante desta imagem.
Porta Sul do Pátio de D. Fradique.

Na Rua dos Cegos ("quem tem um olho é Rei").
Ctrl+clique em qualquer imagem para a abrir noutro écran.

Clique em qualquer imagem para ver a Galeria de imagens ampliadas; feche a Galeria para regressar.

ESPERO QUE ESTEJAM A GOSTAR !!