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17.1.15

Desaconselhado a quem estiver "com a telha"

A paisagem alfacinha é vermelha. Ocre. Pontilista, como os quadros de Seurat. 
Os telhados são vermelhos. A cidade vibra com a cor do seu sangue à flor da pele
As telhas em barro são omnipresentes, diversas na sua homogeneidade, fundamentais na sua irrelevância. A paisagem alfacinha seria outra coisa sem elas. Outra coisa muito mais feia.

panorâmica no Largo do Outeirinho da Amendoeira
Miradouro da Graça
vista do adro da Igreja da Penha de França
vista do terraço do antigo Mercado do Chão de Loureiro
Miradouro das Portas do Sol // vista do adro da Igreja de Santo Estevão
vista do adro da Igreja de Santo Estevão
Miradouro das Portas do Sol
Miradouro das Portas do Sol
Miradouro das Portas do Sol
Miradouro das Portas do Sol // Miradouro da São Pedro de Alcântara
Miradouro das Portas do Sol
Largo do Outeirinho da Amendoeira // vista do adro da Sé
adro da Igreja de Santo Estevão
vista do alto do Arco da Rua Augusta
Largo das Necessidades // Escadinhas da Achada
Largo do Outeirinho da Amendoeira
Largo do Outeirinho da Amendoeira
adro da Igreja de Santo Estevão
Miradouro das Portas do Sol
Largo do Outeirinho da Amendoeira
Miradouro da Graça
Miradouro de São Pedro de Alcântara
vista do Castelo de São Jorge
panorâmica, Miradouro da Graça

Dedicado à Alfacinha Alexandra Aníbal, que achou que esta colecção seria uma boa idéia...

8 comments:

Alexandra A. said...

Obrigada, Mário!
As fotos estão excelentes. O casario e as telhas de Lisboa proporcionam fotos belíssimas que, a mim, lembram-me frequentemente os quadros da Maluda.
Mas, além de alfacinha apaixonada pela minha terra, gosto de outras coisas, entre as quais da pintura de Seurat ;)

Alexandra Aníbal

Mário Marzagão said...

Muito obrigado pelas simpáticas palavras, cara Alexandra. Efectivamente, convenhamos que a analogia com Seurat foi um pouco exagerada da minha parte (para além de presunçosa). Mas de facto é interessante constatar como um elemento arquitectónico tão simples (a telha), aplicado repetitivamente e ao sabor do emaranhado das ruas e das diferentes alturas dos prédios, acaba por resultar tão bem em termos estéticos.
Quanto aos quadros da Maluda... aí o desafio é outro. Fazer fotografias inspiradas nos quadros é possível e o resultado pode ser interessante. Veremos... :)))

Anonymous said...

Wonderful photos.
When I ever move to Lisbon, it will have to be Alfama.
Last time I crossed the Largo do Outeirinho da Amendoeira, there was a lot of grafitti. Have those buildings been painted again?

Mary

Mário Marzagão said...

Hi, Mary !!
Thanks for the nice words.

Concerning graffitti... well, I think it's always the same everywhere (at least, in old, latin towns). Graffiti cover the walls, community repaints the walls, graffitti return...
Then sometimes, there comes a graffitto (more likely a mural) that is nice enough to be preserved. And, for a while, the dirty graffitters keep at large.
Then, it starts all over again...

You may like some of the graffitti here.

Cheers. Come again.
Mário

Mary said...

Hi Mario,

I agree that there's a lot of NICE graffiti, and graffito.
And there are areas where people can show who the real artists are.
But it is not 'cool' to use other people's property for that, and monumental buildings for that form of 'free expression'.
That is called DAMAGE.
Or are you saying that you would not mind total strangers spray their interpretation of 'art' on your car, or house?

Mary

Mário Marzagão said...

Dear Mary, I fear that you have not got my point concerning graffitti and murals. Maybe your knwowledge of Portuguese is not full and you have lost the meaning of some of the text that goes together with my images.

If Picasso were a graffitter and if he did his scribbles in my car or house, I would be really mad about it (at least, until I knew the value of the scribblings...).
Unfortunately, a lot of graffitters are untalented spraycanners and, worst of all, they do not show respect for people or property. But I am not a nightwatcher or a vigilante, I can only pity and curse their activity.

We have recently seen a fair deal of examples where the community asks the graffitters to contribute with their art in a positive way (for example, here, here and here) or the graffitters themselves take the initiative of covering old, dirty, ugly surfaces that would otherwise be scars in the city (see link in my previous comment).

I have seen amazing, wonderful works in California (San Francisco, Lompoc, Los Angeles, San Diego, ...) and elsewhere (Germany, Belgium, ...), so I must concede that *some* of the graffitters' work is *not* condemnable.

To finish my comment (and, hopefully the discussion), I am translating to you a phrase in the opening text of my post (link in my previous comment):
"To the wasted wall-splashers, untalented color-drabbers, even worse than Adolf Hitler [link to Hitler's ugly paintings], I dedicate this slab to them" [wall stone with tag on it: "T-rorist"].

Be cool.

Cheers,
Mário

M Gabriela Bentes said...

Mais um excelente trabalho Mário. Parabéns!

Mário Marzagão said...

Muito obrigado, M Gabriela. Aproveita para "dar uma volta" pelo Blogue, tens 7 ou 8 milhares de imagens aqui escondidas.

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